Periquito-rico: como reconhecer o verdinho barulhento que alegra as cidades

FONTE: ACERVO PESSOAL

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Você já ouviu um bando passar rápido pelo céu, gritando como se estivesse atrasado para algum compromisso? Muito provavelmente era o periquito-rico (Brotogeris tirica), uma das aves mais comuns e simpáticas da Mata Atlântica. Ele aparece em parques, praças e quintais, e quem aprende a reconhecê-lo passa a notá-lo em toda parte.

Primeiro, olhe a cor e o tamanho

O periquito-rico é pequeno, com cerca de 20 cm de comprimento, e tem o corpo todo verde, um tom vivo que o camufla bem entre as folhas. A cauda é longa e fina, terminando em ponta, e o bico tem coloração clara, bem diferente do bico escuro de outros papagaios. Nas asas, em voo, aparecem tons mais azulados nas penas maiores, um detalhe que ajuda na identificação.

Depois, escute

Muitas vezes você ouve antes de ver. O grito é agudo, metálico e repetido, e o bando costuma voar rápido, em linha reta, falando o tempo todo. Quando pousa, a conversa continua baixinho entre os galhos, entre cuidados mútuos e briguinhas por um bom lugar.

FONTE: ACERVO PESSOAL

Onde procurar

A espécie é típica do Sudeste e do Sul do Brasil, na Mata Atlântica, mas se adaptou muito bem às cidades. É fácil vê-lo em árvores floridas e frutíferas, onde come frutos, sementes e néctar. Para nidificar, usa cavidades em troncos e ocos de árvores, e às vezes até ninhos de cupim.

Para não confundir

O parente mais parecido é o periquito-de-encontro-amarelo (Brotogeris chiriri), que tem um toque de amarelo nas asas, bem visível em voo e que o periquito-rico não exibe da mesma forma. Outro erro comum é trocá-lo com periquitos-do-campo, que têm bico mais escuro e habitam áreas mais abertas. Vale sempre conferir bico, asas e ambiente antes de fechar o palpite.

Um pequeno gesto de cuidado

Reconhecer uma ave é o primeiro passo para cuidar dela. O periquito-rico não está ameaçado, mas depende de árvores com ocos e da proteção da mata. Se você tem um quintal ou uma varanda, plante árvores nativas e evite alimentar as aves com comida processada. E da próxima vez que um bando passar gritando sobre sua cabeça, levante o olhar: agora você sabe quem são.